sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Meus erros, Seu olhar... (Pr Villy Fomin)


"Era uma vez um coletor de impostos. Vida financeira tranquila. Não era muito querido pelo povo. Seu trabalho, nem sempre honesto, afastava as pessoas. 

Certo dia ele recebeu a notícia de que, aquele Mestre que, com suas palavras estava mudando conceitos, desafiando as pessoas a questionarem suas práticas, inclusive as secretas, passaria por sua cidade. 

A multidão impedia o encontro. Eram muitos os que desejavam ver aquele Mestre. O pequeno subiu em uma árvore, ao fazer isso, seus olhos encontraram os olhos do Mestre.

Alguns tentaram e ainda tentam espalhar a idéia de que os olhos do Mestre são frios, indiferentes ou cheios de ira. Não! Seu olhar é de paz, é um doce convite a analisarmos a vida. Ele olha e incentiva.

A multidão foi contra a proposta do Mestre: “Desça da árvore, hoje é dia de eu me hospedar em sua casa”.

Que cena! Uma multidão irada. Um coletor de impostos de reputação duvidosa recebendo um convite. Um Mestre ensinando a multidão e o homem que tudo o que está perdido, pode ser encontrado, tudo o que está corrompido, pode ser restaurado.

Típico de Jesus: Não julgar pelo que foi. Convidar para o que pode ser.

Em Cristo o passado perde a força, os erros não são agentes bloqueadores. Errar é do viver e com os erros é possível crescer.

Me vejo no Zaqueu, me vejo na multidão. Também vejo Jesus me convidando a cuidar da vida. Sinto o olhar do Nazareno incentivando meus passos, curando meu coração.

Quando meus erros me oprimem, ouço sua voz: “Levanta, hoje é dia de salvação.”

Os olhos de Deus estão em todo lugar, que boa notícia! Não há coração perdido que não possa ser encontrado. "

(Inspirado em Lucas 19, Bíblia)


Pr. Villy Fomin




quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Decisões, decisões, decisões...

Hoje é dia 10 de outubro de 2013, uma quinta-feira...
Particularmente eu gosto muito do mês de Outubro, não sei porque, mas esse mês é mais tranquilo, mais absoluto...até o som da palavra Outubro é mais suave. Eu gostaria de ter nascido em Outubro, talvez minha vida fosse mais tranquila e eu fosse mais feliz, numerologicamente falando...mas ao contrário, nasci em Agosto, mês do desgosto e do cachorro louco.
Percebeu como até a palavra Agosto é desagradável aos ouvidos, parece um som que te afunda, que soa pesado...Agoooooooooooooosto...parece algo profundo...enfim, assim quis Deus, então aqui estou eu, nascida de agosto mesmo a contragosto...
Hoje é dia 10 de outubro...uma quinta feira ensolarada que amanheceu friorenta e eu pude usar minha bota nova que comprei com vontade e que comprei feliz, mesmo sem poder, porque era algo que queria muito e, como sou muito intuitiva e visual, preciso bater o olho e falar, é essa... e assim foi, uma compra rápida e certeira...pequenas felicidades são algo muito prazeroso...
Mas nessa feliz quinta-feira de 10 de outubro estou num dilema...cortar ou não o cabelo...
Até ontem eu estava super decidida, mas então a cabeleireira só tinha horário para hoje e uma noite no meio é devastador para qualquer decisão.
2013 não é um número absoluto. A soma dele talvez...mas a soma de 10 + 10 + 2 + 0 + 1 + 3, ao final dará 26, que somado 2 + 6 dará 8 que é um número infinito e geralmente neutro para decisões importantes...ontem era um dia 7, absoluto, por isso deu tão certo a compra da bota e teria dado do cabelo.
Eu nunca gostei de cabelos longos, nunca...sempre preferi curto por motivos diversos, mas quando adulta, e após os 40, pela praticidade mesmo...não sou adepta de feminilidades e pra mim cuidar, pentear, alisar, arrumar, domar os cabelos é algo fútil demais e uma enorme perda de tempo que eu não tenho, normalmente...
Já carrego pesos demais nos ombros pra ainda ter que carregar os cabelos e todo o trabalho que eles me dão... Helloooo...tenho TOC, logo, enquanto os cabelos não estiverem alinhados simetricamente, como sair de casa? Meu Deus...não!!!!
É demais pra mim acordar parecendo uma louca e ter que domar os cabelos de manhã cedo...mas há aqui um enorme porém que atende pelo nome de MARIDO.
Sim, fiz a besteira de deixar os cabelos crescerem para agradar meu querido e amado marido, algo que ele sempre me pediu em 21 anos de convivência e eu sempre neguei, atendendo as minhas vontades e não as dele, até que resolvi ceder uma única vez e deixei os cabelos crescerem...quanto erro...
Nunca, nunca mesmo você deve mudar a sua essência para agradar alguém, a não ser que esse alguém seja você mesma.
E então, sofrendo com a angustiante missão de cuidar dos cabelos compridos, fui avisar ao marido que iria cortá-los sumariamente curtos, como sempre foram, e ele, pateticamente, teve uma crise de TPM...disse NÃO e declarou um decreto: "Se você aparecer em casa de cabelos cortados, sairei pela porta da frente e não voltarei mais...Você escolhe". Affff...como é que é? Devo escolher entre minha paz interior cortando os cabelos ou continuar com o marido em casa???? É isso?
Sim, poucas e queridas pessoas que me leem agora, é isso o meu dilema. Cortar o cabelo e ser feliz, ou não cortar e continuar infeliz, mas com marido. Se fosse só isso era fácil decidir, cortar claro!
Já estou com o salão marcado para o final da tarde, o que me concede um tempo de mais ou menos 9hs para decidir, olha só que maravilha. Prá me ajudar na decisão hoje o meu cabelo resolveu acordar manso, que beleza!
Decretos são coisas poderosas, palavras geralmente tem poder e pesam, o começo de meu texto exemplifica bem isso. Um decreto só pode ser quebrado com outro decreto e na hora eu fiquei sem palavras, pois costumo ser obediente. Eu realmente não aguento mais meu cabelo, mas temo agora, não que o marido vá realmente embora, isso seria um bônus extra, mas temo mesmo é odiar o cabelo depois de cortado e me arrepender amargamente...
E agora? O que fazer? Confiar nas mãos da cabeleireira e "Seja o que Deus quiser", ou continuar cabeluda e deixar o marido pensando que ele é indispensável?

Amanhã o desfecho final dessa estória.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

NÃO VAGUEIE NAS TREVAS...


"Eles nada sabem, nem entendem; vagueiam em trevas; vacilam todos os fundamentos da Terra." 
Sal. 82:5.

A pessoa queixava-se do veredicto. O juiz tinha dado a guarda de seu único filho para o marido. Ela estava arrasada e não sabia onde procurar ajuda.

“É injusto”, reclamava a mulher. “O juiz fez isso por causa da influência da família de meu esposo, que tem muito poder na cidade.”

Pode ser que assim seja. Pode também ter sido um erro por falta de informação. As injustiças parecem ser a lei desta vida. Este salmo fala de juízes que “vendiam” a justiça. O salmista os descreve como gente sem escrúpulos, em cuja vida não existia o temor de Deus.

Embora o texto se refira exclusivamente às pessoas que administravam a justiça naqueles dias, a advertência é válida para o ser humano de hoje, a despeito da profissão ou ofício. Gente sem Deus andará em trevas, e quem anda envolvido pelas sombras, não anda, vagueia. Não tem rumo, tropeça, cai, se levanta, torna a cair. Não tem consciência de sua realidade. Pretende saber de onde vem e para onde vai, mas caminha sem rumo. Acertando umas vezes e errando na maioria.

“Nada sabem”, afirma o salmista, referindo-se a estas pessoas para quem Deus não passa de um mero detalhe. O verbo “saber”, nesse verso, vem da expressão hebraica jokmaj, que significa critério, bom senso, equilíbrio, juízo.

A maior parte dos problemas do ser humano se origina na falta de sabedoria. Na vida familiar, profissional ou financeira, a falta de critério leva a criatura a viver “em trevas”, tentando achar o caminho, mas ferindo-se e ferindo as pessoas ao seu redor.

Por isso, sempre, antes de tomar alguma decisão transcendental, ou antes de iniciar suas atividades diárias, lembre-se do conselho de Tiago, que disse: “Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente.” Tia. 1:5.

Não comece o dia sem Deus, não tome decisões sem Seu conselho, porque a pessoa que vive sem Deus nada sabe, nem entende; vagueia em trevas.

(Pr. Alejandro Bullón)

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

O Mestre da Vida



"Jesus, o Mestre da Vida, nos deu lições inesquecíveis. Mostrou-nos que a vida é o maior espetáculo do mundo! A vida que pulsa na criatividade das crianças, na despedida dos amigos, no abraço apertado dos pais, na solidão de um doente, no choro dos que perdem seus seres amados...

Quando você estiver só no meio da multidão, quando errar, fracassar e ninguém o compreender, quando as lágrimas que nunca teve coragem de chorar escorrerem silenciosamente pelo seu rosto e você sentir que não tem mais forças para continuar sua jornada, não se desespere!

Pare! Faça uma pausa na sua vida! Não dispare o gatilho da agressividade e do auto-abandono. Enfrente seu medo! Faça do seu medo alimento para sua força. Destrave a sua inteligência, abra as janelas da sua mente, areje o seu espírito! Permita-se ser ensinado pelos outros, aprenda lições dos seus erros e dificuldades.

Liberte-se do cárcere da emoção e dos pensamentos negativos. Jamais se psicoadapte à sua miséria!

Lembre-se do Mestre da Vida! Ele nos ensinou a sermos livres mesmo diante das turbulências, perdas e fracassos, mesmo sem haver nenhum motivo aparente para nos alegrarmos. Tenha a mais legítima de todas as ambições: ambicione ser feliz!

Lembre-se que Jesus Cristo, um ser humano igual a você, passou pelos mais dramáticos sofrimentos e superou com a mais alta dignidade. Seja apaixonado pela vida como ele foi. Lembre-se que por amar apaixonadamente a humanidade, ele teve o mais ambicioso plano da história.

Mantenha em mente que nesse plano, você é uma pessoa única, e não mais um número na multidão.

A vida que pulsa na sua alma torna você especial, inigualável, por mais dificuldades que atravesse, por mais conflitos que tenha. Portanto, erga seus olhos e contemple o horizonte! Enxergue o que ninguém consegue ver! Há um oásis no seu no fim do seu longo e escaldante deserto!

Saiba que as flores mais lindas sucedem aos invernos mais rigorosos. Tenha convicção de que nos momentos mais difíceis de sua vida você pode escrever os mais belos capítulos de sua história.
Nunca desista de você! Dê sempre uma chance a si mesmo!

Nunca desista dos outros! Ajude-os a corrigir as rotas de suas vidas.
Mas, se não conseguir, poupe energia, proteja sua emoção e aguarde que eles queiram ser ajudados. Enquanto isso, aceite-os do jeito que são, ame-os com todos os defeitos que têm. Amar traz saúde para a emoção.

Jesus encantava as pessoas com suas palavras. As multidões ao ouvi-lo, renovavam suas forças e encontravam um novo sentido para suas vidas! Ele reacendeu a esperança de muitos... Compreendeu o que é ser homem e fez poemas sobre a vida, até sangrando... Brilhou onde não havia nenhum raio de sol"

O Mestre da Vida, Augusto Cury

terça-feira, 1 de outubro de 2013

O quase...


Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."

(Sarah Westphal )