Hoje é dia 10 de outubro de 2013, uma quinta-feira...
Particularmente eu gosto muito do mês de Outubro, não sei porque, mas esse mês é mais tranquilo, mais absoluto...até o som da palavra Outubro é mais suave. Eu gostaria de ter nascido em Outubro, talvez minha vida fosse mais tranquila e eu fosse mais feliz, numerologicamente falando...mas ao contrário, nasci em Agosto, mês do desgosto e do cachorro louco.
Percebeu como até a palavra Agosto é desagradável aos ouvidos, parece um som que te afunda, que soa pesado...Agoooooooooooooosto...parece algo profundo...enfim, assim quis Deus, então aqui estou eu, nascida de agosto mesmo a contragosto...
Hoje é dia 10 de outubro...uma quinta feira ensolarada que amanheceu friorenta e eu pude usar minha bota nova que comprei com vontade e que comprei feliz, mesmo sem poder, porque era algo que queria muito e, como sou muito intuitiva e visual, preciso bater o olho e falar, é essa... e assim foi, uma compra rápida e certeira...pequenas felicidades são algo muito prazeroso...
Mas nessa feliz quinta-feira de 10 de outubro estou num dilema...cortar ou não o cabelo...
Até ontem eu estava super decidida, mas então a cabeleireira só tinha horário para hoje e uma noite no meio é devastador para qualquer decisão.
2013 não é um número absoluto. A soma dele talvez...mas a soma de 10 + 10 + 2 + 0 + 1 + 3, ao final dará 26, que somado 2 + 6 dará 8 que é um número infinito e geralmente neutro para decisões importantes...ontem era um dia 7, absoluto, por isso deu tão certo a compra da bota e teria dado do cabelo.
Eu nunca gostei de cabelos longos, nunca...sempre preferi curto por motivos diversos, mas quando adulta, e após os 40, pela praticidade mesmo...não sou adepta de feminilidades e pra mim cuidar, pentear, alisar, arrumar, domar os cabelos é algo fútil demais e uma enorme perda de tempo que eu não tenho, normalmente...
Já carrego pesos demais nos ombros pra ainda ter que carregar os cabelos e todo o trabalho que eles me dão... Helloooo...tenho TOC, logo, enquanto os cabelos não estiverem alinhados simetricamente, como sair de casa? Meu Deus...não!!!!
É demais pra mim acordar parecendo uma louca e ter que domar os cabelos de manhã cedo...mas há aqui um enorme porém que atende pelo nome de MARIDO.
Sim, fiz a besteira de deixar os cabelos crescerem para agradar meu querido e amado marido, algo que ele sempre me pediu em 21 anos de convivência e eu sempre neguei, atendendo as minhas vontades e não as dele, até que resolvi ceder uma única vez e deixei os cabelos crescerem...quanto erro...
Nunca, nunca mesmo você deve mudar a sua essência para agradar alguém, a não ser que esse alguém seja você mesma.
E então, sofrendo com a angustiante missão de cuidar dos cabelos compridos, fui avisar ao marido que iria cortá-los sumariamente curtos, como sempre foram, e ele, pateticamente, teve uma crise de TPM...disse NÃO e declarou um decreto: "Se você aparecer em casa de cabelos cortados, sairei pela porta da frente e não voltarei mais...Você escolhe". Affff...como é que é? Devo escolher entre minha paz interior cortando os cabelos ou continuar com o marido em casa???? É isso?
Sim, poucas e queridas pessoas que me leem agora, é isso o meu dilema. Cortar o cabelo e ser feliz, ou não cortar e continuar infeliz, mas com marido. Se fosse só isso era fácil decidir, cortar claro!
Já estou com o salão marcado para o final da tarde, o que me concede um tempo de mais ou menos 9hs para decidir, olha só que maravilha. Prá me ajudar na decisão hoje o meu cabelo resolveu acordar manso, que beleza!
Decretos são coisas poderosas, palavras geralmente tem poder e pesam, o começo de meu texto exemplifica bem isso. Um decreto só pode ser quebrado com outro decreto e na hora eu fiquei sem palavras, pois costumo ser obediente. Eu realmente não aguento mais meu cabelo, mas temo agora, não que o marido vá realmente embora, isso seria um bônus extra, mas temo mesmo é odiar o cabelo depois de cortado e me arrepender amargamente...
E agora? O que fazer? Confiar nas mãos da cabeleireira e "Seja o que Deus quiser", ou continuar cabeluda e deixar o marido pensando que ele é indispensável?
Amanhã o desfecho final dessa estória.