"Era uma vez um coletor de impostos. Vida financeira tranquila. Não era muito querido pelo povo. Seu trabalho, nem sempre honesto, afastava as pessoas.
Certo dia ele recebeu a notícia de que, aquele Mestre que, com suas palavras estava mudando conceitos, desafiando as pessoas a questionarem suas práticas, inclusive as secretas, passaria por sua cidade.
A multidão impedia o encontro. Eram muitos os que desejavam ver aquele Mestre. O pequeno subiu em uma árvore, ao fazer isso, seus olhos encontraram os olhos do Mestre.
Alguns tentaram e ainda tentam espalhar a idéia de que os olhos do Mestre são frios, indiferentes ou cheios de ira. Não! Seu olhar é de paz, é um doce convite a analisarmos a vida. Ele olha e incentiva.
A multidão foi contra a proposta do Mestre: “Desça da árvore, hoje é dia de eu me hospedar em sua casa”.
Que cena! Uma multidão irada. Um coletor de impostos de reputação duvidosa recebendo um convite. Um Mestre ensinando a multidão e o homem que tudo o que está perdido, pode ser encontrado, tudo o que está corrompido, pode ser restaurado.
Típico de Jesus: Não julgar pelo que foi. Convidar para o que pode ser.
Em Cristo o passado perde a força, os erros não são agentes bloqueadores. Errar é do viver e com os erros é possível crescer.
Me vejo no Zaqueu, me vejo na multidão. Também vejo Jesus me convidando a cuidar da vida. Sinto o olhar do Nazareno incentivando meus passos, curando meu coração.
Quando meus erros me oprimem, ouço sua voz: “Levanta, hoje é dia de salvação.”
Os olhos de Deus estão em todo lugar, que boa notícia! Não há coração perdido que não possa ser encontrado. "
(Inspirado em Lucas 19, Bíblia)
Pr. Villy Fomin