segunda-feira, 16 de setembro de 2013

A Difícil Arte da Convivência

[By Maria Silvia Orlovas]

"Não é preciso nenhum esforço para perceber o quanto é difícil viver de forma harmoniosa. Parece que o tempo todo somos testados para sair do prumo, para dizer verdades, cair na culpa, ou chorar no silêncio. E apesar desse tipo de comportamento ser mais observado em nós, mulheres, os homens também não escapam desse aprendizado.

Percebo que mais difícil do que se conectar com Deus é vê-Lo no semelhante, e quanto mais próxima essa pessoa for, quase sempre é ainda mais difícil. Porque quando nos conectamos com Deus precisamos nos abrir, deixar fluir sua Luz, receber e aceitar aquilo que nos acontecer com alegria, porque será aquilo que vamos ter...

Para falar a verdade, tenho que confidenciar que nunca fui muito de aceitar as coisas do jeito que elas são. Sempre lutei, tentei melhorar, arrumar, entender, tudo isso que a gente costuma fazer para se dar bem com as pessoas, mas com Deus o negócio é diferente, porque não terá aquela vez que Ele, o Todo-Poderoso terá que ceder aos nossos caprichos.

No caso da nossa relação com Deus, sempre nos restará aceitar o que nos couber, porque a palavra final é Dele e sempre será. Agora, nos relacionamentos, não lidamos com almas puras, iluminadas que querem apenas o nosso bem. Lidamos com pessoas com caprichos, com mágoas guardadas, com histórias de vida, às vezes, completamente diferente das nossas.
E o que fazer? Que língua falar com esta pessoa que está no nosso caminho, e com a qual precisamos nos relacionar, se não com amor, pelo menos de uma forma gentil, delicada?

Costuma ser nesse momento de impasse que as pessoas tentam entender o passado. Nessas horas em que já tentaram de tudo e não conseguiram alcançar seus intentos e geralmente encontram boas e más notícias. As boas é que sempre podemos nos libertar do passado, de relacionamentos kármicos, de pessoas e situações pesadas que carregamos, e as más se referem a aceitar certos aprendizados que fazem parte da evolução, e compreender que não mudamos as pessoas.

Isso tudo pode parecer lógico para alguns e, no mínimo, irritante para tantos outros, mas ainda que não gostemos, teremos que aceitar o fato de que a felicidade na nossa vida depende de nós e não de circunstâncias externas, e que lidar com a vida poderá ser mais leve se relevarmos muitas coisas.

Percebi que pessoas tristes, emocionalmente pesadas, costumam carregar muitas mágoas e muitas esperanças frustradas, algumas que de fato poderiam ter dado certo, e outras em que nunca tiveram muita chance, porém, o desapego nem sempre é natural como poderia ser.

Os mentores ensinam que conviver em família, no amor e mesmo no trabalho, é o buril da nossa evolução. E justamente por isso tende a ser o maior desafio na vida das pessoas. Porque conviver significa colocar em prática tudo aquilo que fomos, desde a infância, convidados a aprender, como o respeito aos pais, às pessoas mais velhas, doentes, e mesmo amigos e familiares em maus momentos. Precisamos respeitar as pessoas e quando percebemos que seremos respeitados -mas que o outro não tem a sabedoria de nos tratar como merecemos-, o único caminho é se afastar, se não fisicamente (porque nem sempre isso é possível), saibamos ao menos observar quem é a pessoa e o que ela poderá nos oferecer...

Conviver é também sinônimo de sabedoria, de treino de amor que oferecemos ao outro e a nós mesmos. Porque não há como amar alguém sem se aperceber de oferecer primeiro amor a nós mesmos, e que se agirmos assim com mais autoestima, com certeza, não nos magoaremos com tanta facilidade. Mas, se no caminho da vida surgirem as inevitáveis frustrações, não podemos esquecer que esta existência é um exercício para o nosso espírito que é eterno e muito maior que os nossos altos e baixos. E é por isso que, constantemente, vamos e voltamos para Deus, porque é Ele que sempre pode nos ajudar a viver com mais amor e mais luz. Ele é o nosso mais fiel amor e companheiro, ainda que não faça sempre o nosso gosto."

domingo, 15 de setembro de 2013

MEDITAÇÃO PARA A CURA PESSOAL


Em meu coração expande-se, agora, a Chama Trina EU SOU.

Ela preenche meu coração, meu cérebro e minhas mãos com sua essência de cura!

Sua alegre irradiação preenche, agora, cada parte de meu ser com a substância do Coração Divino!

Permaneço em completo silêncio -(silêncio)- e espreito meu ser interno.

Deixai-me perceber os Raios do Mestre e sentir como se efetua a minha cura.

Imploro perdão pelas causas e pelas faltas que pratiquei.

Vivo sempre na Luz e canto o hino da Vitória.

sábado, 14 de setembro de 2013

É possível tomar as rédeas de sua vida, mas apenas se você quiser...

Temos pensamentos a quase todo momento. Muitos destes, não temos controle e podem ser chamados de automáticos. Eles vêm e da mesma maneira vão, sem darmos conta deles. Simplesmente, “aparecem em nossas mentes”, sem ser fruto da vontade ou reflexão e, mesmo que não saibamos de sua existência (pois usualmente são breves, fugazes), influenciam nosso estado de humor e podem causar ou influenciar certas emoções. Por não termos “consciência” de sua existência, geralmente não são questionados e são aceitos como verdadeiros.

Alguns desses pensamentos automáticos podem ser gerados através de distorções cognitivas, que são maneiras errôneas que as pessoas têm de interpretar e entender o que ocorrem com elas e/ou nas situações vividas.

Embora alguns pensamentos automáticos sejam verdadeiros, muitos são falsos ou apenas possuem alguma parcela de verdade.

Os 15 erros típicos de pensamento são:

1º) Catastrofização 

Prever o futuro negativamente, ou seja, acreditando que o pior irá ocorrer sem considerar a possibilidade de outros desfechos. Além disso, acredita-se que a situação será intolerável, insuportável, de maneira a não se conseguir lidar com ela.

Exemplos: “Terminar esse relacionamento será a morte para mim”. “Se eu não for bem nessa apresentação, será o fim de minha carreira”.

2º) Raciocínio Emocional 

Pensa-se que algo deve ser verdade porque “sente-se”, ou seja: “Sinto, logo é”. Em realidade, acredita-se de maneira tão convincente que acaba-se por ignorar ou desconsiderar evidências contrárias, deixando que esses sentimentos guiem a interpretação da realidade, presumindo que as reações emocionais refletem uma situação verdadeira.

Exemplos: “Eu sinto que as pessoas não gostam de mim”. “Sinto-me desesperado, portanto a situação deve ser desesperadora”.

3º) Polarização 

Também chamada de pensamento tudo-ou-nada ou dicotômico. Ou seja, ver a situação como possível somente em duas categorias, mutuamente exclusivas.

Exemplos: “Se eu não fizer sempre tudo certo, sou então um fracassado”. “Ninguém gosta de mim”.

4º) Abstração Seletiva (também denominada de filtro mental ou visão em túnel) 

Presta-se atenção a apenas num detalhe de uma situação muito mais ampla, deixando de lado outros aspectos relevantes. Em vez de considerar o quadro geral, observa-se apenas o aspecto negativo dessa, realçando-o - e por isso ignorando outros aspectos positivos.

Exemplos: “Por ter obtido uma nota baixa em minha avaliação de desempenho - que também continha diversas notas altas- isso significa que estou fazendo um trabalho deplorável”. “Meu marido não gosta de mim. Ele é crítico e rude -sendo que também á carinhoso e atencioso”.

5º) Adivinhação 

Previsão do futuro tendo expectativas negativas que são estabelecidas como fatos. Antecipação de problemas que talvez nem venham a existir.

Exemplos: “Meu projeto não será aprovado”. “Não me divertirei nessa viagem”. “Dará tudo errado”.

6º) Leitura Mental 

Presume-se que se sabe o que os outros estão pensando, sem ter evidências para isso e desconsiderando outras possibilidades possíveis. Exemplos: “Ele acha que não fui adequada”. “Ela está entediada de conversar comigo”.

8º) Rotulação 

Coloca-se um rótulo global e fixo sobre si mesmo, sobre os outros ou sobre uma situação, reduzindo o todo a um comportamento ou aspecto. Exemplos: “Eu sou um incompetente”. “Os homens não prestam”.

9º) Desqualificação do positivo 

Desvalorização de experiências, atos ou qualidades positivos que conflitam com a percepção ou crença que se tem, colocando-os como triviais ou que “não contam”.

Exemplos: “Fui bem naquela prova, mas isso não significa que eu seja inteligente; eu apenas tive sorte”. “As pessoas são legais comigo, não por gostarem ou se importarem, mas por ser esta a atitude correta de se ter”.

10º) Minimização e maximização 

Na avaliação de si mesmo, de outra pessoa ou de uma situação, o negativo é maximizado, enquanto minimiza-se o positivo. Exemplos: “Receber uma nota baixa prova quão incompetente eu sou”. “Ter um bom resultado no trabalho não quer dizer que sou bom, todos tem de fazer isso”.

11º) Personalização 

Assume-se toda a responsabilidade por situações negativas, sem considerar outras explicações e desconsiderando o envolvimento das outras pessoas e fatores.

Exemplos: “O relacionamento terminou por minha culpa, não consegui mantê-lo”. “Meu chefe estava bravo, devo ter feito algo errado”.

12º) Hipergeneralização 

Tira-se uma conclusão geral a respeito de um evento ou característica específica, ampliando-a para todas as situações.

Exemplos: “Não sou bom em fazer amigos”. “Nunca vou conseguir uma namorada”.

13º) Imperativos (ou declarações do tipo “eu deveria” e “eu devo”) 

Interpreta-se as situações sob a ideia sobre como você ou os outros deveriam comportar-se, superestimando quão ruim será caso essas expectativas não sejam preenchidas. Desconsidera-se como as coisas de fato são e obriga-se que sejam diferentes, enxergando como elas deveriam ser.

• Exemplos: “Eu deveria acertar sempre”. “Eu devo ser sempre paciente e educado”. “Eu não deveria me incomodar com os outros”.

14º) Vitimização

Percebe-se como injustiçado ou não compreendido. Atribui-se a outra pessoa ou a uma situação a fonte de seus sentimentos negativos, não responsabilizando por seus comportamentos ou sentimentos.

Exemplos: “Não terminei o trabalho, pois ela não me ajudou”. “Ninguém sabe pelo que estou passando”.

15º) Questionalização (E se?) 

Focar-se naquilo que poderia ter sido, mas não foi. Culpar-se por escolhas do passado e questionar-se por escolhas futuras.

Exemplos: “E se eu tivesse aceitado aquele trabalho?”. “Se eu tivesse sido mais tolerante, nada disso teria acontecido”. “E se essa mudança não der certo?”

Diante dessas informações é possível perceber qual ou quais distorções cognitivas habitualmente se faz no dia a dia e, a partir do momento em que se cria a consciência sobre elas, pode-se optar em não ficar à mercê das mesmas, questionando e confrontando esses pensamentos distorcidos com base em evidências reais e criando respostas mais funcionais e adaptativas. Em outras palavras, é possível tomar as rédeas de sua vida se você quiser.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

É a vida...


Nada como um dia atrás do outro e uma noite (bem dormida) no meio...

A gente pensa melhor, reflete sobre as besteiras que fez no dia anterior, se acha a pessoa mais ridícula do mundo e dai começa a reordenar as prioridades e descobre que perdeu tempo demais com quem não merecia tanto desgaste da sua parte...


Eu tentei, eu confesso que eu tentei, mas quando você não encontra solo fértil não pode desejar obter colheita...

Só me resta deixar prá lá...


Por hoje é só pessoal...